
Olivicultura de precisão

Bioeconomia circular na agricultura: como os resíduos orgânicos podem regenerar os solos em Portugal

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Bioeconomia circular na agricultura: como os resíduos orgânicos podem regenerar os solos em Portugal
29 de dezembro de 2025
Soluções inovadoras para reduzir os plásticos no meio marinho

Foto em Unsplash
Soluções inovadoras e materiais biodegradáveis estão a ajudar a reduzir os plásticos no meio marinho e o impacto da pesca e aquicultura.
A acumulação de plásticos no meio marinho continua a causar impactos significativos nos organismos, nos ecossistemas e na saúde humana. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, todos os anos são despejadas entre 19 e 23 milhões de toneladas de resíduos plásticos nos meios aquáticos.
Deste modo, estima-se que cerca de 20% do plástico acumulado nos oceanos tenha origem em contentores de navios e instrumentos de pesca, enquanto que os restantes 80% são gerados em terra firme.
Em Portugal, um estudo publicado em 2018 pelo World Wildlife Fund indica que 72% dos resíduos encontrados em zonas industriais e estuários são microplásticos, sendo Lisboa e a Costa Vicentina as áreas mais afetadas, devido à proximidade dos estuários do Tejo e do Sado.
Materiais biodegradáveis como resposta ao problema
Perante este cenário, a Comissão Europeia incentivou, em 2022, o desenvolvimento de produtos e normas baseadas em materiais biodegradáveis como soluções adequadas para o setor das pescas. Esta abordagem segue o exemplo do setor agrícola, onde já são utilizados filmes biodegradáveis para cobertura dos solos, clipes de fixação de plantas, fios para cortadores de relva e protetores de árvores.
Em Portugal, foi aprovado o Plano de Ação Nacional para o Lixo Marinho (PALM 28), para o período de 2024 a 2028. Este plano inclui 50 ações específicas, organizadas em oito eixos de atuação e 28 medidas setoriais, com o objetivo de responder às prioridades nacionais relacionadas com os resíduos marinhos. Entre as medidas previstas está o incentivo à redução da perda e abandono de artes de pesca e a substituição de materiais convencionais por opções recicláveis, biodegradáveis e ecologicamente neutras.
Inovação tecnológica aplicada ao setor da pesca
A Novamont, empresa da Versalis (ENI), desenvolveu o Mater-Bi, uma família de bioplásticos com diferentes teores de origem vegetal, biodegradáveis e compostáveis, em conformidade com normas europeias, americanas e internacionais.
Em colaboração com a Stazione Zoologica Anton Dohrn, em Nápoles, a Novamont contribuiu para o desenvolvimento de dispositivos de concentração de peixes, objetos flutuantes e folhas atrativas, tradicionalmente produzidos com garrafas de plástico, que foram substituídos por protótipos em Mater-Bi.
No âmbito do projeto GoFree, em parceria com a ISPRA Ambiente, foram desenvolvidas ferramentas de pesca fabricadas com materiais biodegradáveis e compostáveis, com menor impacto ambiental, aplicadas à pesca de camarão e crustáceos.
Aplicações na aquicultura e na cultura de mexilhões
No setor da cultura de mexilhões, a Novamont participou em vários estudos de biodegradação de materiais em ambiente marinho. Estes trabalhos visaram a substituição das redes de plástico tradicionais, que frequentemente se acumulam nas praias e no fundo do mar em caso de rutura ou dispersão acidental, por redes produzidas com biopolímeros inovadores.
Responsabilidade partilhada na proteção dos oceanos
A redução dos plásticos no meio marinho é uma responsabilidade coletiva. O futuro dos oceanos depende da adoção de soluções mais sustentáveis e da transição para materiais com menor impacto ambiental.
Fonte: Revista Voz do Campo





