
Soja de Portugal: modelo integrado e economia circular

Economia circular em Portugal: resíduos tornam-se negócio

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Economia circular em Portugal: resíduos tornam-se negócio
04 de maio de 2026
Europa acelera descarbonização e coloca as empresas na linha da frente

Foto em Unsplash
Redução de emissões e aposta nas renováveis aumentam pressão sobre o setor empresarial, apoiado por novos incentivos financeiros para a descarbonização
A descarbonização da economia europeia continua a avançar, com as emissões de gases com efeito de estufa a registarem uma redução de 40% face a 1990, refletindo o impacto das políticas europeias e da crescente aposta em energias renováveis. O aumento da produção de energia solar tem contribuído para abrandar o crescimento global das emissões, evidenciando o papel das energias renováveis na transição energética.
Este contexto reforça a pressão para acelerar a descarbonização e transição da economia e cumprir as metas europeias, que apontam para uma redução de pelo menos 55% das emissões até 2030 e neutralidade carbónica até 2050.
Em Portugal, o debate intensifica-se. A organização ecologista Greenpeace defende que o país poderá atingir a neutralidade climática já em 2040, argumentando que a transição energética “se paga a si própria” ao gerar poupanças e benefícios económicos a médio prazo. A proposta passa por acelerar a eletrificação, reforçar a eficiência energética e expandir a produção de energias renováveis.
Neste cenário, as empresas assumem um papel determinante. A descarbonização empresarial implica repensar processos produtivos, cadeias de abastecimento e consumo energético, substituindo combustíveis fósseis por alternativas limpas. Para além da dimensão ambiental, esta transformação traz vantagens estratégicas: permite reduzir custos operacionais, cumprir exigências regulamentares e responder à crescente pressão de investidores e consumidores, impulsionando a competitividade das empresas.
Para apoiar a descarbonização empresarial, têm sido mobilizados vários instrumentos financeiros, com destaque para o Sistema de Incentivos à Transição Climática e Energética (SITCE), que financia projetos de eficiência energética e redução de emissões, com taxas de apoio até 85%. Este programa destina-se a empresas de todas as dimensões e incentiva a redução dos consumos de energia e das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), nomeadamente através da substituição, adaptação ou introdução de equipamentos, processos e tecnologias de baixo carbono, e, de forma complementar, da incorporação de fontes de energia renovável.
A capacidade de adaptação das organizações será determinante para o seu sucesso num mercado cada vez mais orientado para a sustentabilidade. A descarbonização não é apenas uma tendência, mas um fator crítico de competitividade e sobrevivência.
Empresas que investem hoje na transição energética estarão mais bem posicionadas para enfrentar os desafios do futuro e aproveitar novas oportunidades de crescimento.
Fontes: Público, Público, Público, Compete2030

