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13 de junho de 2024

Produtores florestais defendem a simplificação das normas e reforço de verbas

Foto de Clay Banks em Unsplash

Os produtores florestais defenderam a simplificação das normas, bem como o reforço de verbas públicas para enfrentar desafios e manter a sustentabilidade da floresta.

De modo a reduzir o risco de incêndios, os produtores e gestores florestais defenderam a simplificação das normas e o reforço de verbas públicas para enfrentar os desafios e manter a economia e a sustentabilidade da floresta.

Foi durante o seminário “Gestão da Floresta e da Paisagem do Algarve” que os produtores e gestores florestais manifestaram as suas pretensões. Este evento contou com a promoção da Comunidade intermunicipal do Algarve (AMAL) juntamente com a Associação Florestal de Portugal (Forestis), que representa mais de 17.000 proprietários florestais.

A iniciativa juntou produtores, gestores florestais e representantes de entidades públicas e privadas, onde a maioria dos produtores defendeu “a clarificação da política florestal e a redução e simplificação das normas de funcionamento, medidas complementadas com uma maior disponibilidade de verbas por parte do Estado”.

De acordo com o diretor regional do Algarve do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) em declarações à agência Lusa, o evento é “muito importante para debater a floresta”, uma vez que o foco se encontra também na própria sustentabilidade, pelo facto de que a floresta ser “muito mais do que a madeira”.

Segundo Joaquim Castelão Rodrigues, o dever é “manter um território sustentável sem comprometer as gerações futuras, porque a floresta é um ecossistema com grande biodiversidade, com valor na retenção de carbono, na emissão de oxigénio, na flora e fauna e na economia”.

A área de floresta na região do Algarve é de 63%, com uma maior representatividade do pinheiro manso, seguindo-se os sobreiros e os eucaliptos. É necessária “uma gestão mais eficaz da floresta, precisamos de criar mosaicos, medida de ordenamento que é defendida pelos produtores e gestores do espaço florestal”.

Posto isto, segundo Miguel Freitas, antigo secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Florestal, considerou central a existência de um programa de apoio à gestão ativa da floresta, de forma a apoiar as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF).

De acordo com o mesmo, seria bastante crucial que se olhasse para a figura das ZIF, dado existirem 200 “que gerem cerca de dois milhões de hectares de área florestal em todo o país”.

Assim sendo, “é fundamental que se reforcem” as verbas para a floresta, revelando que em 2018 o Fundo Ambiental tinha 145 milhões de euros, dos quais 40 milhões eram destinados para a floresta e, em 2024 o mesmo fundo tem 1,8 mil milhões de euros e para a floresta, os mesmos 40 milhões”. 

Quanto a este facto, significa que o valor do Fundo Ambiental foi aumentado em 10 vezes “e continuamos a dar o mesmo para a floresta”.

Segundo Miguel Freitas, a floresta em Portugal tem um valor de 2,2 mil milhões de euros, “em duas grandes componentes: na dos produtos, aquilo que é a matéria-prima, e de serviços e ecossistemas, que é do ambiente”.

O ex governante afirmou ainda que “temos uma arquitetura daquilo que são as políticas públicas, onde se está a trabalhar, quer no domínio dos povos rurais, quer no domínio da transformação da paisagem, mas continua a faltar um elemento essencial que é aquele que apoia a gestão”.

 

Fonte: Agroportal