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27 de novembro de 2025

Estudo revela como o impacto humano nas florestas mudou entre 1975 e 2020

Foto em Unsplash

Análise global mostra o impacto humano nas florestas e como a relação entre pessoas e ecossistemas florestais evoluiu nos últimos 45 anos.

Um estudo científico analisou, de forma sistemática, a relação entre pessoas e florestas entre 1975 e 2020, nas grandes regiões do mundo. O objetivo foi compreender se as populações humanas estão mais afastadas ou mais próximas das florestas, para saber como atuar, de forma a proteger estes ecossistemas e reduzir riscos.

Consequentemente, a relação entre pessoas e florestas tem-se alterado ao longo das décadas, devido a mudanças demográficas e dinâmicas de uso do solo, como urbanização, desflorestação e reflorestação.

Assim, o estudo, publicado na revista Nature Communications Earth & Environment e apoiado pelo Centro Comum de Pesquisa da Comissão Europeia, usou 3 métricas, mais propriamente a Área florestal por pessoa, a Proximidade física à Floresta e um novo indicador composto denominado de Nexo Floresta-Humanos.

Esta análise cobre 45 anos e várias macrorregiões do mundo, permitindo identificar padrões e tendências na relação entre humanos e florestas.

A Europa aproxima-se das florestas e as regiões tropicais afastam-se

O indicador Nexo Floresta-Humanos mostra diferenças claras entre regiões:

  • Mais próximas das florestas: Sul e Ocidente da Europa, Oceânia, Sul da Ásia;
  • Mais afastadas das florestas: África Central, Sudeste Asiático, América do Sul;

Na Europa, a aproximação reflete reflorestação, planeamento urbano com áreas verdes e regresso populacional a zonas rurais. Nas regiões tropicais, o afastamento é causado por urbanização rápida, conversão de floresta em agricultura e concentração populacional fora das áreas florestais.

Área Florestal por Pessoa: declínio global, exceção europeia

Entre 1975 e 2020, a Área Florestal por Pessoa diminuiu globalmente devido à desflorestação e aumento populacional: África Central, Oeste e Leste: redução entre 73% e 77% e Europa: Sul da Europa +24,5%; Europa Ocidental +1%.

O aumento europeu deve-se à combinação de população estável ou decrescente e aumento da área florestal.

Benefícios e riscos da proximidade às florestas

O estudo sublinha que a aproximação às florestas pode gerar benefícios, como:

  • Acesso a recursos florestais e serviços ecossistémicos;
  • Lazer e bem-estar;
  • Aumento da consciência ecológica e incentivo à conservação.

Por outro lado, pode trazer riscos se não for gerida, incluindo a desflorestação e fragmentação, a degradação de habitats, a perda de biodiversidade e o risco de zoonoses.

Posto isto, o trabalho destaca a necessidade de intervenções locais adaptadas, promovendo o equilíbrio entre uso humano e proteção das florestas.

 Em suma, entre 1975 e 2020, a relação entre pessoas e florestas mudou de forma desigual no mundo: Europa e Oceânia aproximaram-se, enquanto regiões tropicais e em desenvolvimento se afastaram. Este estudo fornece dados essenciais para profissionais do setor florestal, permitindo planear políticas de conservação, gestão sustentável e planeamento territorial baseadas em evidências.

 

Fonte: Florestas.pt